31/03/2011

A vida num Sopro

Poupei-me em palavras para te castigar com mentiras.

Minha lamúria, meu temor que queima minha alma!
Minha mortificação que não me deixa ter calma.

Minha eterna fúria!


Sei exactamente o vermelho do sangue que te irá escorrer a alma, como uma tinta, como um salpico de dor demasiado forte para o teu corpo magro!

Por isso consigo reter as palavras, remexe-las dentro da minha cabeça, mistura-las até perderem o sentido, o sabor, evitando que me desgracem...

Sirvo-me um copo de vinho e recolho a dor que se encontra em todas as esquinas, que não dobrarás com o teu olhar enraivecido.

Eras o comboio sem passageiros que viaja de noite, os malditos espíritos que inventamos para que vaguem até ao fim dos nossos pesadelos.

Apanho a dor e agasalho-me com ela!
Apanho a dor e guardo-a!

Hoje o silêncio quis falar comigo...
Tocando-me de certa forma num sentimento ferido. Adoraria saber o que tinhas para me dizer.
Só queria palavras sinceras sem rodeios ou magia.


Nesta vida por vezes infiel Sexo, droga, álcool,
percorrendo todos os sentidos do teu ser deixando-te enlouquecer.

Inalas as emoções, Não dizes não ás tentações, Não te escondes em mentiras, E as tuas verdades convertem-se em puras e inocentes fantasias.

Por ti sou um anjo,
Profeta perdida, Abri-te a minha alma,
Completamente há deriva! Ferida!!!

Cuida dela, Guarda-a como um tesouro e trás-la de volta um dia...

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