Parei aqui em silêncio e as palavras na minha mente exploram o meu segredo. Talvez tenha deixado caminhos para trás, longos ou curtos, capazes seguros, apaixonantes, imaturos, com estabilidade outros um tiro no escuro. Hoje aqui com as minhas palavras e devaneios enquanto o céu escurece e a luz da lua me entra pela janela do quarto, revejo o meu reflexo… e ele não quer falar comigo!
Memórias sem fotografias expostas, silêncios que acompanham as palavras descompostas. Exponho sem receios todos meus eloquentes sentimentos. Numa calma suprema de fúria em ira de paz ternura e embora louca sendo este ar que em mim se infiltra e fortalece todo o meu ser. Suponho que de tudo que supôs nada o fiz… Suponho que o nada que não realizei será o tudo que quero, paro de supor e ajo e nada do que penso é o que faço em concreto. O meu barco já encalhou já vivi vidas como actriz principal, como secundária, já fui dama, vagabunda, inteligente ou com má fama, mas não fui mulher de me deitar em qualquer cama.
Em palavras profanadas sem saberem o seu significado imaginam o meu ser sendo eu um anjo camuflado de diabo.
Sou o que sou não minto se em anjo pensas que te prendi com o demónio te esculpi ao sentir que a essência do meu ser, a nada te leva a crer, separo as ajudas que em mim as tuas palavras mutilas.
Sentirás dor tamanha morrerás, levara o vento as tuas cinzas e renascerás assim é uma Fénix assim sou eu.
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