Tenho desejos insensatos e nocivos de bens matérias, já busquei jóias raras de valor inestimável!
Absolutamente nada é suficiente.
Perco-me no nada que surge sem pedir licença e entra no meu subconsciente apavorando os maiores sentimentos que eu possa sentir!
Vivo na dor de não conseguir confessar o que realmente sinto.
Apavora-me!
Tenho medo é verdade, tenho e admito que o tenho mas de que interessa?!
Revolto-me comigo com tudo não consigo exprimir tudo o que penso sem magoar alguém e magoar a mim própria.
Estou a ter um ataque de nervos eles tomam posse de mim as lágrimas só querem cair.
Que faço? Estou tão cansada…
Quero partir mas como? Será difícil entender-me?!
O meu coração salta pela boca fora, ainda que preso ao meu intimo ele tem vida própria.
Uma melodia que embora esteja longe sinto-a como se ela viesse de dentro de mim. Fico aqui a perder-me em meras palavras e escondo o meu sofrimento.
Alguém para me ouvir ou entender?!
Será que esta folha ou outras mais e a tinta que percorre a folha de papel são os meus únicos conselheiros!
Estou a esgotar-me pelo esgotamento, estou presa num dilema que eu própria não sei a sua questão para responder correctamente e o nada e o tudo neste momento para mim são iguais.
A dor continua, o pânico instala-se, não me sinto um arrepio se apodera de mim. Sozinha Sempre sozinha e nada mais do que sozinha e a saída sozinha está, pois eu não sei o seu caminho!