Entre o amor e o ódio meu mórbido ser, desfalecido quase morto ainda luta por viver, metade luz, a outra escuridão, unidas em um só corpo , vida e morte que guerrilham por vencer, o amor pela esperança e ódio para morrer. Se misturassem as duas partes, uma sombra nasceria e a paz tão esperada finalmente eu encontraria.
Cubro o meu peito com uma murtalha de seda, estampada de lembranças cervejada de rosas negras.
Amparo em minhas mãos este coração despedaçado, que agora deixo sobre o sepulcro com teu nome tatuado.
Solidão é flor sem perfume, céu sem mar, mar sem ondas, noite sem luar, é resto desmanchado pelo vento de um pássaro que jamais pode voar.
Saudade aprisionada neste peito tão cansado, sete chaves não te libertam e te condenam ao passado.
Neste canto onde choras ninguém sabe, ninguém vê! Não tem preces, em promessas que te façam esquecer. Saudade aprisionada, nesta cela do meu ser, As recordações te deram vida eterna e jamais irás morrer.
Sinto-me morta nesta cruz que me suporta! Nem mesmo eu sei o que mais me importa, se é a tua ausência, ou se é a tua volta.
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