Querem-nos reais, fazem-nos números ilegais.
Mostram-se imunes sentimentos impunes, mostra-me a tua raiva , mostra a tua dor, mais forte, mais alto mostra o teu ardor.
Para, age, grita, chora, maltrata.
Atira toda a merda não vás embora. Reage não pares afronta, amedrontar. Pesa o grau do erro sobre a consciência da verdade. Fala aí ali acolá!
Falas sem falas fundamentos do nada, vida vivida.
Em lutas ilusórias, demónio em mente trás o teu punhal, sangra o corpo, verga as veias come os ossos incendeia a alma.
Regenera-se a pele, constrói-se as veias, renasce a alma do inferno se apoderam as chamas.
Ódio, orgulho, lealdade, morte.
Todos preso num sentimento subjugados á sua sorte!
"...Vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo,
e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma, pois os encontros mais
importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam..."
03/07/2015
* Sentir *
Estou viva! Diz o meu corpo acordando de um túmulo de escuridão preso num vazio de um tudo que foi nada.
As veias salientes a força da mente, o estâse do desejo. Estou sedenta de sangue.
Cala por instantes os murmúrios da memória e entrega-te á vertigem dos telhados.
Enterra para sempre os brinquedos que espalhas-te peia infância que tiveste.
A tua casa há-de ser um sepulcro vazio
se ao saíres deixares a porta aberta!
As veias salientes a força da mente, o estâse do desejo. Estou sedenta de sangue.
Cala por instantes os murmúrios da memória e entrega-te á vertigem dos telhados.
Enterra para sempre os brinquedos que espalhas-te peia infância que tiveste.
A tua casa há-de ser um sepulcro vazio
se ao saíres deixares a porta aberta!
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