03/07/2015

Reais

Querem-nos reais, fazem-nos números ilegais.
 Mostram-se imunes sentimentos impunes, mostra-me a tua raiva , mostra a tua dor, mais forte, mais alto mostra o teu ardor.

Para, age, grita, chora, maltrata.
Atira toda a merda não vás embora. Reage não pares afronta, amedrontar. Pesa o grau do erro sobre a consciência da verdade. Fala aí ali acolá!
Falas sem falas fundamentos do nada, vida vivida.

Em lutas ilusórias, demónio em mente trás o teu punhal, sangra o corpo, verga as veias come os ossos incendeia a alma.
 Regenera-se a pele, constrói-se as veias, renasce a alma do inferno se apoderam as chamas.

Ódio, orgulho, lealdade, morte.
Todos preso num sentimento subjugados á sua sorte!

* Sentir *

Estou viva! Diz o meu corpo acordando de um túmulo de escuridão preso num vazio de um tudo que foi nada.
 As veias salientes a força da mente, o estâse do desejo. Estou sedenta de sangue.


Cala por instantes os murmúrios da memória e entrega-te á vertigem dos telhados.
 Enterra para sempre os brinquedos que espalhas-te peia  infância que tiveste.

A tua casa há-de ser um sepulcro vazio
 se ao saíres deixares a porta aberta!