Num local secreto por certo anjo confessado encontrei teu lago profundo em trevas mergulhado.
Com lágrimas roubadas encho meu cálice de prata levo-o aos lábios e provo o sofrimento que te mata!
Embriagada pela pureza de uma dor que consome desperto a ira dormente de um demónio que não dorme!
"...Vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo,
e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma, pois os encontros mais
importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam..."
31/03/2011
* EsSeNciAs*
Entre o amor e o ódio meu mórbido ser, desfalecido quase morto ainda luta por viver, metade luz, a outra escuridão, unidas em um só corpo , vida e morte que guerrilham por vencer, o amor pela esperança e ódio para morrer. Se misturassem as duas partes, uma sombra nasceria e a paz tão esperada finalmente eu encontraria.
Cubro o meu peito com uma murtalha de seda, estampada de lembranças cervejada de rosas negras.
Amparo em minhas mãos este coração despedaçado, que agora deixo sobre o sepulcro com teu nome tatuado.
Solidão é flor sem perfume, céu sem mar, mar sem ondas, noite sem luar, é resto desmanchado pelo vento de um pássaro que jamais pode voar.
Saudade aprisionada neste peito tão cansado, sete chaves não te libertam e te condenam ao passado.
Neste canto onde choras ninguém sabe, ninguém vê! Não tem preces, em promessas que te façam esquecer. Saudade aprisionada, nesta cela do meu ser, As recordações te deram vida eterna e jamais irás morrer.
Sinto-me morta nesta cruz que me suporta! Nem mesmo eu sei o que mais me importa, se é a tua ausência, ou se é a tua volta.
Cubro o meu peito com uma murtalha de seda, estampada de lembranças cervejada de rosas negras.
Amparo em minhas mãos este coração despedaçado, que agora deixo sobre o sepulcro com teu nome tatuado.
Solidão é flor sem perfume, céu sem mar, mar sem ondas, noite sem luar, é resto desmanchado pelo vento de um pássaro que jamais pode voar.
Saudade aprisionada neste peito tão cansado, sete chaves não te libertam e te condenam ao passado.
Neste canto onde choras ninguém sabe, ninguém vê! Não tem preces, em promessas que te façam esquecer. Saudade aprisionada, nesta cela do meu ser, As recordações te deram vida eterna e jamais irás morrer.
Sinto-me morta nesta cruz que me suporta! Nem mesmo eu sei o que mais me importa, se é a tua ausência, ou se é a tua volta.
A vida num Sopro
Poupei-me em palavras para te castigar com mentiras.
Minha lamúria, meu temor que queima minha alma!
Minha mortificação que não me deixa ter calma.
Minha eterna fúria!
Sei exactamente o vermelho do sangue que te irá escorrer a alma, como uma tinta, como um salpico de dor demasiado forte para o teu corpo magro!
Por isso consigo reter as palavras, remexe-las dentro da minha cabeça, mistura-las até perderem o sentido, o sabor, evitando que me desgracem...
Sirvo-me um copo de vinho e recolho a dor que se encontra em todas as esquinas, que não dobrarás com o teu olhar enraivecido.
Eras o comboio sem passageiros que viaja de noite, os malditos espíritos que inventamos para que vaguem até ao fim dos nossos pesadelos.
Apanho a dor e agasalho-me com ela!
Apanho a dor e guardo-a!
Hoje o silêncio quis falar comigo...
Tocando-me de certa forma num sentimento ferido. Adoraria saber o que tinhas para me dizer.
Só queria palavras sinceras sem rodeios ou magia.
Nesta vida por vezes infiel Sexo, droga, álcool,
percorrendo todos os sentidos do teu ser deixando-te enlouquecer.
Inalas as emoções, Não dizes não ás tentações, Não te escondes em mentiras, E as tuas verdades convertem-se em puras e inocentes fantasias.
Por ti sou um anjo,
Profeta perdida, Abri-te a minha alma,
Completamente há deriva! Ferida!!!
Cuida dela, Guarda-a como um tesouro e trás-la de volta um dia...
Minha lamúria, meu temor que queima minha alma!
Minha mortificação que não me deixa ter calma.
Minha eterna fúria!
Sei exactamente o vermelho do sangue que te irá escorrer a alma, como uma tinta, como um salpico de dor demasiado forte para o teu corpo magro!
Por isso consigo reter as palavras, remexe-las dentro da minha cabeça, mistura-las até perderem o sentido, o sabor, evitando que me desgracem...
Sirvo-me um copo de vinho e recolho a dor que se encontra em todas as esquinas, que não dobrarás com o teu olhar enraivecido.
Eras o comboio sem passageiros que viaja de noite, os malditos espíritos que inventamos para que vaguem até ao fim dos nossos pesadelos.
Apanho a dor e agasalho-me com ela!
Apanho a dor e guardo-a!
Hoje o silêncio quis falar comigo...
Tocando-me de certa forma num sentimento ferido. Adoraria saber o que tinhas para me dizer.
Só queria palavras sinceras sem rodeios ou magia.
Nesta vida por vezes infiel Sexo, droga, álcool,
percorrendo todos os sentidos do teu ser deixando-te enlouquecer.
Inalas as emoções, Não dizes não ás tentações, Não te escondes em mentiras, E as tuas verdades convertem-se em puras e inocentes fantasias.
Por ti sou um anjo,
Profeta perdida, Abri-te a minha alma,
Completamente há deriva! Ferida!!!
Cuida dela, Guarda-a como um tesouro e trás-la de volta um dia...
Alma Gritante
Parei aqui em silêncio e as palavras na minha mente exploram o meu segredo. Talvez tenha deixado caminhos para trás, longos ou curtos, capazes seguros, apaixonantes, imaturos, com estabilidade outros um tiro no escuro. Hoje aqui com as minhas palavras e devaneios enquanto o céu escurece e a luz da lua me entra pela janela do quarto, revejo o meu reflexo… e ele não quer falar comigo!
Memórias sem fotografias expostas, silêncios que acompanham as palavras descompostas. Exponho sem receios todos meus eloquentes sentimentos. Numa calma suprema de fúria em ira de paz ternura e embora louca sendo este ar que em mim se infiltra e fortalece todo o meu ser. Suponho que de tudo que supôs nada o fiz… Suponho que o nada que não realizei será o tudo que quero, paro de supor e ajo e nada do que penso é o que faço em concreto. O meu barco já encalhou já vivi vidas como actriz principal, como secundária, já fui dama, vagabunda, inteligente ou com má fama, mas não fui mulher de me deitar em qualquer cama.
Em palavras profanadas sem saberem o seu significado imaginam o meu ser sendo eu um anjo camuflado de diabo.
Sou o que sou não minto se em anjo pensas que te prendi com o demónio te esculpi ao sentir que a essência do meu ser, a nada te leva a crer, separo as ajudas que em mim as tuas palavras mutilas.
Sentirás dor tamanha morrerás, levara o vento as tuas cinzas e renascerás assim é uma Fénix assim sou eu.
Sonho
Amava apenas o sonho de acreditar no amor. Seria estragar as palavras que escrevemos a pureza com que as escrevemos. Um vicio é enganador nos seu prazeres efémeros, nunca nos faz felizes, antes pelo contrário mas é sempre tão difícil largá-lo.
A nossa história tinha cada vez menos verbo, cada vez mais reticências e espaços em branco. Um dia, não sei quando, sem dar por isso, teve um ponto final.
Desflorar as rosas vermelhas e beber no cálice o sangue o sangue das fronteiras transportas com a espada. Para descobrir no fim que não estamos noutro mundo, apenas no que faltava do nosso. A distância mais curta entre dois pontos é o desejo de se encontrarem…
Engano
Este sentimento preso em ti deliciando a ternura do teu ser, querendo um toque uma palavra uma amostra de ti…
Queria tanto que sentisses este vazio este tremor na minha alma estas lágrimas presas num coração quebrado por ti..
Palavras de amor actos de paixão..
E depois o nada só um espírito solto vagueando nas trevas de sangue e de violência.
E fico aqui presa, sem poder voltar ao momento em que era eu! Só eu!
Uma alma artista presa pelo teu preconceito, de nada, de não aceitares o meu ser, de não dares valor aos meus sentimentos frustrados, agora magoados fechados por ti!
Sozinha percorrendo um caminho onde não sei onde é a saída.
O meu sentimento agora triste, agora só, o meu corpo maltratado, por ti mutilado, com nódoas negras, palavras frias e cruéis, lágrimas ocultas, por outrora ilícitas…
Como dizer-te tudo o que sinto!
Como deitar cá para fora o meu mais intimo?
Tudo se fechou em mim..
O meu olhar frio agora distante outrora um diamante..
Porque? Não dar amor a um ser que te deu tudo, deu-te o seu mais profundo sem mentiras nem falsas expectativas, se abriu no seu fundo deixando-te entrar no seu obscuro mundo, onde tu destruíste a inocência de um corpo o brilho de um olhar foste o anjo mostrando depois o demónio sem luar.
Sofri tanto as noites em que não sentia nada, simplesmente o frio de uma vida perdida por ti.
Os sonhos agora pesadelos, os desejos não cumpridos o meu ser que para ti foi sempre um desconhecido.
Odeias-me pelo que sou mas nem isso tu chegaste a conhecer. No fundo não sabes quem sou como penso como sinto…
Não deste-te ao prazer de me ouvir só deste-te ao prazer de sempre me ferir...
Já passou algum Tempo
Em certos momentos e em certas situações prendi-me no nada de achar que tinha tudo, de sentir ser parte de algo maior, quando isso existia somente na minha mente e coração alado, que de noite ,fora embalado pelo engano da ilusão.Minha alma corrompida já tentou tantas vezes ser alma correspondida amada sentida, mas nada.
A vida passa e eu anciando a mudança fiquei estacta perante a verdade em frente a meus olhos.. Como pode alguém me sentir, saber o meu eu se nem se atreve a olhar me nos olhos e apercorrer a minha alma.
Como pode a mentira de uma verdade ser tao iludida perante uma mágoa de uma ferida entre o fogo e a água entre a ira e a paz. Sentimentos permanecem não desvanecem neste corpo que percorreu as calçadas do seu ser vezes e vezes.
Minhas lágrimas percorreram a minha face deixando um sabor de dor solidão sangue morte nos meus lábios.
Não quero essa lágrima que me fortalece ao me tornar dura fria sem sentir, quero a lágrima que me embala abraça sem medo e diz eu estou aqui sem nada fingir.
Sou complexa mas estranhamente fácil, não peço para ser compreendida isso é pouco, peço para ser sentida em todas as histórias que eu contar cada uma delas é um segredo puro e negro sobre mim, ouve-as com atenção e aí se mostrará o caminho para o meu coração.
Poderia contar-te tudo mas perderia toda a razão de ser, à coisas que só comigo para sempre vão viver.
Mamy
Embora somente sinta que estás aqui e sei por tudo que só a tua memória está presente.
Nada de física ou química, nada que faça sentir o teu cheiro o calor do teu colo…
Sim sinto a tua falta, falta das nossas conversas falta das perspectivas de vida falta das risadas que dávamos juntas ….
Hoje senti a tua presença quando o mar em volta da areia me trouxe paz de espírito.
Quando o mar em busca da rocha me fez crer que tudo será possível…
Para quê falar de alma, falar de amor, falar de falta….
O silêncio diz-me tudo sem dizer…
Toda a junção de nós as duas plenas numa só ….
Que farias ou dizias se estivesses aqui… Que sinal vindo de ti me mostraria o certo ou errado!
Sigo um caminho que me guia a voz do coração, sei que estás comigo e que jamais me deixarás seja qual for a minha decisão.
Oculto
O sol não ilumina de verdade, pois caso o fizesse não escondia as almas e os fantasmas perdidos no mundo.
Penso nas coisas que não tem explicação.
Oriento-me por mim própria e faço do meu sofrimento a minha vitória. Nesta noite pavorosa de serão saio do túmulo. Grito desgostosa sem resposta.
O nada envolve-me no vazio, o sofrer ouve-se no silêncio, neste corpo mutilado a voz da morte chama-me para a eterna escuridão.
A noite acalma a agonia da minha alma, a lua ilumina a verdade que o sol teima em esconder.
Vivo no meu mundo e na ilusão tenho que sobreviver.
Caminho pelas trevas, sinto que não estou sozinha.
Nesta vida falsos profetas invadem as mentes com mentiras falsas e rezas indecentes
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