Estou viva! Diz o meu corpo acordando de um túmulo de escuridão preso num vazio de um tudo que foi nada.
As veias salientes a força da mente, o estâse do desejo. Estou sedenta de sangue.
Cala por instantes os murmúrios da memória e entrega-te á vertigem dos telhados.
Enterra para sempre os brinquedos que espalhas-te peia infância que tiveste.
A tua casa há-de ser um sepulcro vazio
se ao saíres deixares a porta aberta!
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