31/03/2011

Odeio-me


Esperei tanto até conseguir realmente expor o que sinto:


- Fui um tudo em nada que agora sangra,
- Feri e feriste, que raio mais queres tu???
- Não trai. Porquê?!
- Quando fui severamente castigada e punida
- Que amor dizias tu ser esse…

 Amor de engano, mentiras escondidas,
 Fizeste me por te num altar de paraíso,
 Quando me apunhalavas pelas costas,
 E vias percorrer o meu sangue até ao inferno,
 Sou corpo partido coração ferido,
 Alma atraiçoada espírito perdido,
 Fiz coisas que elevavam o mais impuro do teu ser,
 Tornando-o novamente virgem,
Lutei contigo e outrora contra ti.

E tudo o k fazes é esfaquear-me sem dó,
Pelo meu ser declamando,
 Ser eu o pecado quando não passei,
 De mera boneca desencontrada
Nas tuas mãos fui tudo,
Nas tuas mãos me fizeste-me um nada.
Dói te???
 A mim…Matou-me.
Sinto o estrangular na garganta,
 Perco a cabeça, só quero o puro do inferno Para ti,,,,
 Odeio-me por acreditar,
Odeio-me por cada lágrima caída,
 Odeio-me por cada acção que fizeste-me fazer,
 Odeio-me por cada gesto de amor declamado,
Odeio-me por em meu corpo teres tocado,
Odeio-me por cada momento feliz que me fizeste ter acreditado.
Odeio-me por nem te conseguir Odiar
                   Odeio-me por um dia ter sido capaz de te amar

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